quarta-feira, 7 de setembro de 2016

PAREI, EM NEW ORLEANS!

    
         Imagine um sonho louco. Anárquico.
         Coloque um bocado de jazz, lojas que vendem bonecos para vudu,
         cortejos funerais pelas ruas e comidas apimentadas, além de lixeiras
         abarrotadas de copos e papéis. Agora misture tudo por alguns minutos
         e acredite: New Orleans é mais que isso.
         Quando visitei a primeira vez o French Quarter, o quadrilátero do famoso
         bairro francês, recheado de lindas casinhas e suas doces varandas floridas,
         não imaginei o tamanho do choque cultural que viria a seguir...
         Avessa ao padrão americano de beleza e organização, em New Orleans,
         muitas coisas não funcionam bem. Estacionamentos com filas. Máquinas
         de gelo que só acionam com pancadas. Gente bebendo pelas ruas.
         Muitos copos e papéis no chão.
         Ah, mas ouve se blues e jazz em todos os cantos! E como é bom...
         A vontade que dá é de entrar em cada pub daqueles e pedir um copo
         de água só para ouvir as vozes nativas e melodiosas ao som dos velhos
         instrumentos.
         E nas esquinas, sentados no chão, artistas tocam por trocados...
         Foi nessa parafernália, bem no meio do Mardi Grass, o “carnaval” americano,
         que vi famílias tradicionais com seus filhos pequenos em charutarias
         e sex shops. Comportados executivos espiando mulheres nuas atrás de biombos.
         Sem falar do “hurricane”, uma bebida azulada que exala fumaça e deixa mais
         inebriante aquelas ruas repletas de pecados....
         E foi para fechar com chave de ouro a nossa visita, que um velho e alegre
         senhor,  gritou bem no meio da rua:
         - “ Show me your tits! I’ll give you a bead”!
         Traduzindo para o português: mostre os seios e eu te dou um colar!
         Então ali, no asfalto e nas varandas, lindas mulheres sorridentes começaram
         a levantar suas blusas para mostrar os seios fartos e nus, em trocas de simples
         colares de continhas coloridas...
         Voltamos para casa em silêncio. Estremecidos.
          Imaginamos nunca mais voltar àquele local onde o mundo parece ter
          parado ou, pirado.
          Nada disso.
          Voltamos no dia seguinte. Agora com roupas extravagantes.
          Compramos hurricanes e seguimos curiosos e fascinados pelas ruas do
          French Quarter...
          Afinal, sair do sério, uma vez na vida, é libertador!!!
 
 
 *             *             *                *                   *                 *                  *                    *              *
 
            TÁ VALENDO AINDA!!! Escreva "Eu quero" no seu comentário e concorra
            ao livro infantil "Era um avez uma coisinha". Boa sorte!!!
 
 

5 comentários:

  1. É tudo isso mesmo..
    Viva New Orleans..
    Ótimo..

    ResponderExcluir
  2. Parece uma zona né? Mas, pelo teu relato, posso deduzir que nem todas as zonas são iguais e que vale a pena curtir um lugar assim sem falso puritanismo, sem vergonha.

    ResponderExcluir
  3. Não conheço New Orleans amiga, mas graças a sua descrição;ficou fácil imaginar... Bj.

    ResponderExcluir
  4. Não conheço New Orleans amiga, mas graças a sua descrição;ficou fácil imaginar... Bj.

    ResponderExcluir
  5. Uau, me senti lá, acompanhando um funeral, ou visitando uma charutaria! Rsrs!

    ResponderExcluir