quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

NO BOLSO DO BLUSÃO...



Anos sessenta... que inveja! Calça Lee, Rita Lee, calça rabiscada...Tênis sujo. Beijo atrás do muro. Cuba Libre. Sputinik. Drops de anis! E tinha Tim Maia, Roberto e Elis... Dava pra ser feliz! 

Mas eu não podia entrar no cinema. Café com leite, nas brincadeiras. Quanta raiva criança pequena sente. Querendo ser, depressa, adolescente... Eu não entrava nos bailinhos. Ouvia Beatles, no radinho. Enquanto corria a barca com os novos baianos. As duas alegrias de Caetano. Jackson, no pandeiro. Benito de Paula, no piano. 

Anos sessenta ao som das guitarras gritando... Dylan. Joplin. Jimy Hendrix tocando até com os dentes! E aquela cena dos Beatles ao som de "love love, Love", ainda me comove... 

Eu não queria vestidos de renda. Nem meias de seda. Queria o cinto calhambeque. O anel do Roberto. O chapéu do Erasmão... Queria algo grande. Tecido de sonhos e emoção. O velho blusão! Jeans usado. Que o irmão mais velho me deu... Desbotado. Surrado. Muito maior do que eu... 

E eu saia carregando pelas ruas... Em cada bolso, um sonho de amor e uma doce loucura. No da esquerda, os melhores nomes do rock and roll. The Doors, Pink Floyd, RollinStones... No outro, Brigitte Bardot e Alain Delon! Nas mangas, Mutantes, Jovem Guarda, Simonal. E na lapela, a Tropicália. De João, Caetano e Gil. Eu levava, leve, sobre os meus ombros, o sonho de um mundo novo. E a nossa mãe, mais gentil... 

Saudades da infância? Do mundo paz e amor? Ou, de um mais romântico e refinado Brasil?


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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

QUE JOGO É ESSE?


Às vezes está em nossas mãos, o tempo inteiro. Às vezes, nas mãos de um parceiro. Começa a trama... Feita com barbante, a delicada cama. Entramos no jogo para brincar... Depois começa esquentar. Dedos por baixo. Dedos por cima. Num balanço ágil e solto. No começo, fácil de realizar. Depois complica um pouco. As mãos vão mais devagar... 

Muitas vezes, o polegar é quem ajuda.  Às vezes, ele se inclina. O parceiro matreiro, reflete, imagina. Olha dos lados. Pelos cantos. Por cima. Faz o movimento com arte e desenvoltura. Criando nova figura. Ufa! Passou sua vez... E o jogo continua. Sempre em frente. Aumentando a dificuldade. Não importa a idade. A experiência conta mais. Os pais ensinam os filhos. Mas, filhos podem, às vezes, ensinar os pais. Tanto faz! 

A dica é estar sempre pronto. Para sair da cilada. Inventar outros laços. Sair dos embaraços. Virar o jogo. E se possível, alegremente. Tecendo novas figuras nos fios de barbante. Recriadas no espaço, brotadas da mente... Tão lúdica brincadeira. Mais provocadora que todos os jogos e brinquedos que já tive. Mais suave que War ou Detetive. Mais complexa que bilboquê e ligue-ligue. 

Eu não sabia o significado. Sutil aprendizado. Eu e meu parceiro, docemente atados. Nossos dramas. Nossa cama. Cada qual com seus anseios. Às vezes, ganhamos. Outras, perdemos. Às vezes, ficamos paralisados. Tentando uma saída. Nem sempre achamos! Mas sempre, de alguma forma, ganhamos. 

Que maravilha esse jogo, também chamado vida!



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foto @soudessaépoca

Para saber mais sobre a brincadeira "Cama de gato"
https://www.coisasdojapao.com/2019/06/ayatori-cama-de-gato-e-brincadeira-com-barbante-tradicional/

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

CANTANDO NA PRAÇA...


Primeiro foi uma cadela. Na praia. Chegou sem cerimônia. Molhada de água e sal. Contato rápido e natural. Deitou estabanada em cima da nossa esteira, revirando nossas roupas e uma porção enorme de areia. Língua pra fora. Ar de quem nadou. Correu. Cansou. A danada, ainda, bocejou. E dormiu a tarde inteira... Um cafuné na cabeça selou nossa amizade. No fim do dia, sobrou a lembrança da doce companheira. E um cheirinho encardido de pelo seco ao sol. Temperado com suor e sal...

Outra vez, foi um macho alfa que se aproximou. Cara de bravo. Líder do pedaço. Assim que chegamos no portão da fazenda sentimos o desconforto. Era um cão preto e grande. Pelo curto e grosso. Chegou perto. Sem alvoroço. Aos poucos, aceitamos sua liderança. Virou nosso guia. Sempre na frente, ele seguia acompanhando nossos passos lentos de uma ponta a outra na verde paisagem. Em silêncio, fizemos a longa e cansativa caminhada. O líder seguia e parava. Num rítmo humano e natural. Compartilhando nosso encantamento com o local. Nobre e gentil. Mantendo, no olhar, seu instinto animal. 

Nos minutos finais já havia uma amizade entre nós subentendida. E na hora da despedida, a sensação do amigo austero que se vai. Sem lágrimas, nem muita emoção. Só olhar de gratidão. De quem não podia sair do ofício para brincar. Tinha de manter a distância. A liderança. Seu posto e lugar.

Noutro dia, o cão mais encantador. Cãozinho velhinho. Na pracinha de Lindóia. De bancos de madeira e jardim em flor. Ares de interior. Numa mística sexta feira. Noite fria de lua cheia. Ele veio se aproximando... Sujo e com os pelos grudados. Grudou em nossa perna e com sua boca com um só dente em cada lado, pois os demais o tempo já tinha levado, começou a uivar engraçado. Feito um lobo solitário. Grunhia alto! Enquanto ganhava carinho em seus pelos desalinhados... Uuuuu, uuuuu...  

E não havia quem não parasse para ver e ouvir o profundo canto do cãozinho banguela. Na praça fria. Agora, mais quente. Misteriosa e bela...   

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Foto: https://www.peritoanimal.com.br/por-que-os-cachorros-uivam-20123.html
saiba porque os cães uivam...


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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

PRESENTE DO DIA!

Às vezes, era o pedreiro. Outras, a faxineira do prédio...  Até para os limpadores de vidro que se penduravam nos andaimes do nosso alto edifício e seguiam descendo andar por andar, num perigoso manejar de cordas... Ela abria a janela ou a porta e oferecia o carinho: - vai um café quentinho? 

Ninguém resistia. Sabor de magia! Café feito na hora. Soltando fumaça. Numa xícara branca de porcelana. Ou num copo comum de bar... Importava, apenas, ofertar! Este ritual da Dona Olga passou de mãe para filha. Sempre que posso, ofereço um bom café. Gesto amigo, hereditariamente reproduzido. Uma pausa no trabalho cansativo. Funciona feito ombro amigo. 

O senhor Hiro, dono de um Sushi Bar conhecido no litoral, também é assim... Gentil e cordial como bom oriental. Tem sempre um presente para os clientes. Seu rancho é coberto de flores. Orquídeas, lírios, bromélias, primaveras. Tem um lago para pesca. E carpas num aquário. Fértil e lúdico imaginário... 

Engenheiro formado, Hiro está há mais de 40 anos no Brasil. Ainda fala “engoraçado”. E agora, aposentado, cuida das plantas e dos amigos. Na primeira vez que fomos ao seu restaurante, ele nos deu um presente. Foi no final do jantar. Sem nada dizer. Veio com um pacotinho de bananas da terra para nos oferecer. Obrigada, seo Hiro! Pelo carinho... 

Na segunda vez, nos deu milho. Depois, maxixe pra colocar no feijão... E assim foi indo, entre conversas gostosas sobre a mesa. Sobre a vida. Sobremesas. E delicadezas... 

No último jantar fomos mais ousados. - Não vai nos dar um café passado? Seu Hiro sorriu. Entrou no restaurante e trouxe duas xícaras fumegantes. Mas de chá de kinkan! Com mel e sem gengibre. 
Seo Hiro é assim. O presente do dia. Ele é quem decide! 




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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O MENINO E O CASTELO...


Ele ficou ali, horas, construindo... Pinguinho por pinguinho. Areia mole e cinzenta escorrendo dos seus dedos miúdos e arquitetos. Fez montinhos. Caminhos. Janelas e tetos... Colocou um palitinho dentro de uma espécie de cela. Seria uma princesa? Uma espada de realeza? Num Castelo inventado, podia ter lá dentro o que ele bem quisesse. Reis. Rainhas. Leões. Serpentes. Tampinhas. Palitos de dente... Ou, nada, simplesmente. Apenas uma muralha quadrada, erguida com pingos de areia molhada. 

Fiquei olhando o menino, um pouco distante, sem ser notada. Imaginando de onde veio cada detalhe. Os contornos. Os entalhes... Das histórias contadas em noites de Natal? Dos livros de fantasia? De uma memória ancestral? Suas mãos pequeninas moldavam a areia naquela cena natural... O menino e seu Castelo de areia. Não ficou muito bonito. Um tanto frágil. Mas, real.  

Meu olhar distraído por alguns segundos, nas ondas do oceano indo e vindo, só viu a forte onda, feroz, invadindo. Sem tempo pra nada. Água volumosa. Desvairada. Levando o Castelo e a cidade inteira, desfalecendo lentamente na areia... 

Será que matou a princesa? Os Leões? O Rei? Olhei para trás. O menino não estava mais. Vi sua figura morena já seguindo. Bem ao longe. Distraído. Não viu a cena.  Nem o seu castelo, sumindo... Destruído. 

Não havia mais nada, agora. Só areia lisa e uma rasa cratera. A praia ficou vazia. Em mim, a lembrança do menino. As muralhas. As janelas... A rainha. O rei. 
E o sonho que, através dele, eu sonhei...      



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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

FINADOS, MAS NÃO!



 Olho com ternura e delicadeza as fotos da família espalhadas por sobre o velho piano. Consigo ver o nariz aquilino da avó, na bisneta já crescida. As duas, lindas! E os olhos verdes da tia avó? O mesmo da prima distante... Preciso visitar urgente aquela gente. Saber se tudo está bem... Quantos filhos eles tem? 

Vejo, agora, a testa alta e a calva acentuada do avô, no meu pai. Do meu pai, no meu irmão... Eles não gostam dos sinais. Ficam todos iguais... Avô, neto, filho, pai! Marca masculina. Carimbo da geração. Junto, com o bom humor...  Paro um pouco mais na foto do meu irmão mais velho. Já foi tão pequeno um dia. E está ali, criança miúda. Roupa de batismo! E que sorriso... 

Ah, as fotos antigas, desfiam um enorme novelo... Tristes e alegres enredos. Importantes e agora, talvez, inúteis segredos. Histórias de descendentes. Imigrantes. Sobreviventes. Vivos ausentes. E muitos que já partiram. Mas, nas fotos, estão lá. Sorridentes... 

Estranho! Sinto uma enorme e silenciosa paz quando olho as fotos de família sobre o velho piano, agora, um tanto desafinado. Castigado pelo tempo e pelos dedos cruéis dos bisnetos. Coitado! Sinto nas fotos uma espécie de perdão coletivo. Dos tantos erros cometidos. Gestos sem sentido. E ocultas mágoas... Que ainda embaçam a imagem de alguns personagens. Bobagem. Estão mortos. Eu é que viajo nos parentes idos... Parecem ainda tão presentes. Dentro de mim... 

Minha mãe com o vestido de noiva com enchimento e tecido de cetim. Meu pai com o filho nos ombros, no jardim. Meu querido irmão que já se foi... Paro nele alguns minutos... A morte não dói... Nas fotos, ninguém sente. 
A vida é que dói!


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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

RESENHA INESPLICANDO... "Love is Understanding" de Sergio Farias



Os garotos que embarcaram no Last Train to Clarskville...

Sucesso estrondoso na TV e no Rádio. Festas. Diversão. Rock’n’roll. Psicodelia... Um livro pra entender a Monkeemania!

Um tipo de loucura? Ousadia? Uma tremenda fria?  No auge dos anos sessenta... Uma banda, pré-fabricada, com quatro rapazes cabeludos. Um vocalista bonitinho e três esquisitos. Vindos na esteira dos Beatles?  Tinha tudo pra dar errado. Mas não! Foi muito além... Foi um fenômeno!

De início, veio a divertida série da TV. A seguir, entrevistas de enorme audiência. E finalmente, hits que viraram sucesso mundial. Começava a febre da Monkeemania! Que pegou os jovens nos EUA e em todo mundo. Pra se ter uma idéia, a banda chegou a vender mais que os Beatles e Rolling Stones, juntos! Porém, foi ironizada e rotulada pelos críticos, em plena época da contra cultura, por ter sido uma banda “pré-fabricada” pela indústria fonográfica. E acabou sucumbindo às pressões, às consequências da sua ascensão meteórica e às divergências e egos dos seus integrantes.

Quem conta essa incrível história e tenta fazer justiça ao talento e ao pioneirismo dos Monkees, é o professor, escritor e autor de peças teatrais, Sergio Farias, no livro “Love is Understanding, A vida e a época de Peter Tork e os Monkees”.

Farias nos conta, baseado numa pesquisa fantástica, fotos raras e entrevistas com pessoas que conviveram com a banda, o contexto em que os Monkees apareceram, nos ajudando a entender o porque depois de um salto tão alto, a banda caiu no ostracismo. 

O livro é cheio de histórias e detalhes. Sua leitura nos leva à uma viagem pelos anos sessenta, dentro do universo musical do rock psicodélico e suas lisérgicas idéias de liberdade.
A linha condutora do livro é a vida de Peter Tork, o loirinho de cabelos lisos e escorridos. Um dos mais talentosos e criativos. Multiinstrumentista, com formação clássica e o mais intelectual da Banda. A vida de Tork e os Monkees se entrelaçam. E o livro conta desde o início, quando os músicos se conheceram...
“Um anúncio muito estranho e cheio de gírias, em setembro de 65, nos jornais The Hollywood Reporter e Variety: “Seleção de músicos e cantores de folk ou rock para atuarem no papel de 4 malucos, entre 17 e 21 anos numa nova série de TV...”

Assim, Peter Tork, Micky Dolenz, Mike Nesmith e Davy Jones foram contratados para estrear a série The Monkees, em 1966. Com um marketing fantástico. Mas, a princípio, eles não iriam tocar...
Os produtores Bert Scheneider e Bob Rafelson ouviram a música Last Train to Clarksville, acharam perfeita e contrataram os músicos da banda . Ficava claro que os Monkees não aceitariam se submeter a serem meros vocalistas...
“Peter Tork foi o mais afetado. Embora fosse um intelectual e um compositor com formação clássica, capaz de tocar sete instrumentos musicais, para a grande maioria, Peter não passava de “o bobo da série de TV”

Todas as etapas da Monkeemania... Os bastidores conturbados. A carreira de altos e baixos de Peter, com seus princípios de vida e liberdade, além da sua perigosa sinceridade e bom humor, foram muito bem contados no livro que retrata o talentoso quarteto. Criativo e pioneiro no uso do sintetizador Moog. E que lutou pelo direito de tocar em seu próprio disco.
“Com o sucesso, Obviamente o ego de todos os envolvidos começou a inflar em proporções napoleônicas... e apareceram conflitos de todas as áreas. Era um fenômeno, máquina de fazer dinheiro. O grupo fictício se tornava uma verdadeira banda de rock n roll!”

O livro de Sergio Farias é verdadeiro. Revela as derrotas e celebra o resgate da banda e do músico Peter Tork, admirados por artistas como Frank Zappa, Jimy Hendrix e os Beatles, acabando por fazer justiça ao legado dos Monkees no cenário da música pop!

No Brasil, a série de tv chegou no ano de 1967. Eu, pré-adolescente, vivenciei todos os sentimentos possíveis em relação ao surgimento da banda...

Fã incondicional dos Beatles, de cara,  rejeitei. A seguir, diante da alegria contagiante do quarteto e seu rock’nroll divertido na série da tv, me apaixonei... Não perdia os episódios. Tocava as músicas da banda no violão com uma revistinha “Vigu” ao lado. E, confesso, sempre achei Peter Tork  mais charmoso que o Davy...

Obrigada, Sergio Farias, por me mostrar bem mais que isso. E contar muito além da simples história da Banda, esmiuçando todo o contexto musical e social onde o fenômeno da Monkeemania se deu.
“Love is Understanding, A vida e a época de Peter Tork e os Monkees” é uma ótima dica de leitura para os amantes da música, e dos anos sessenta.  O lançamento do livro foi feito no Brasil e em Portugal, simultaneamente pela Chiado Editora. 

O livro tem 393 páginas, mas passam voando como o last train to Clarksville... e o sucesso vertiginoso dos Monkees!

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LOVE IS UNDERSTANDING...A vida e a época de Peter Tork e os Monkees”. 
CHIADO EDITORA. À VENDA NAS GRANDES LIVRARIAS...
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Para os mais saudosos e ... os curiosos... segue o link da abertura do seriado no YouTube

https://youtu.be/pG4pLkMkcFw