quarta-feira, 20 de junho de 2018

BANQUETE NA ESTRADA

 
O tio Toninho tinha uma Kombi. De duas cores. Branca e azul bem clarinho. Era o sonho de aventura da criançada. Servia para levar as mercadorias da fábrica para os clientes espalhados pelos bairros da capital. Às vezes, até em cidades vizinhas.
No mês das férias, ele resolveu atender o pedido da garotada e decidiu que iríamos até Amparo, visitar um antigo cliente alemão. Fomos em cinco. Os três primos, tio Toninho e a sofisticada tia Zilda, para tomar conta da tudo e de todos.
Tia Zilda era chique. Vestidos longos, salto alto e um cabelo que saltava quinze centímetros da cabeça, sustentado por um laquê duro e perfumado. Frequentava os lugares mais finos de São Paulo e descia a serra para comer no Gáudio, o ponto de maior glamour da época, no litoral Paulista.
Na ida, a normalidade. Um cheiro velho e impregnado de óleo queimado, dentro e fora da Kombi, e as crianças se divertiam com o sacolejo. Fora a lombada inesperada, que fez todos baterem com força a cabeça no teto da Kombi, afundando em dez centímetros o cabelo da tia Zilda. Só um susto. Duas horas depois, já na venda do casal alemão, meu tio deixou o material e pegou, sorridente, o dinheiro. Ganhamos queijo da fazenda e um pote de mel!
Na volta é que a aventura fez jus ao nome. Um prego enferrujado furou o pneu da Kombi.  E com os três pequenos, a tia Zilda e um parafuso que não queria sair, meu tio precisava de ajuda...

Foi aí que a tia Zilda saiu da pose! No meio da pista, erguendo um pouco a saia, fez sinal para algum santo ajudar. Pararam cinco. Só um, com boas intenções.
Depois da troca demorada, seguimos até o borracheiro. Uma bimboca suja, a dez quilômetros dali. Nessa hora o estômago das crianças já roncava e a tia Zilda não teve dúvidas. Pegou emprestado o facão sujo de graxa do borracheiro, passou umas três vezes no lado do lindo vestido azul e cortou inúmeras lascas de queijo, colocando mel por cima daquilo tudo.
Sem muito pensar, nos lambuzamos, os cinco, dentro da Kombi. Lembro do gosto até hoje. E da “finura” da tia Zilda. Afinal, nem todo dia é dia de princesa!


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terça-feira, 12 de junho de 2018

AS TEVÊS E AS COPAS...

 
Na copa de setenta eu via tudo em branco e preto. Gerson, Rivelino, Jairzinho. Todos de cinza e branco. Sem essa de Canarinho... seleção verde e amarela! Até o chapéu mexicano que colocaram no Pelé na festa do Tri era todo cinzento. Anos mais tarde, revi a cena, colorida, em tons vibrantes, verde e vermelho.
E pensar que uma vizinha viu tudo colorido! Mais ou menos colorido... Ela comprou uma tela de plástico, cheia de ondas horizontais que fixava na frente do visor no seu velho aparelho de tubo. Aquilo dava tons verdes, amarelos e azulados às imagens, num tecnicolor fajuto e furta cor. Ela gostava. E gritava Gol!
Já, a copa de setenta e quatro foi loucura geral! Todo mundo atrás da tevê em cores que acabava de chegar! Quem tinha mais dinheiro, já via desde setenta e dois, quando, oficialmente, estreou por aqui. Muita gente não viu! Lembro do meu irmão, recém estagiário, comprando a nossa tevê, com seu primeiro salário. Só pra gente ver colorido a seleção faturar. Deu azar! A Canarinho foi de lascar. Com Riva e tudo! Valdomiro, é o único nome que consigo lembrar...
Depois vieram outras copas. Setenta e oito de Coutinho. Ter uma tevê em cores já era coisa normal. Brasil, campeão moral! Oitenta e dois, a tristeza estampada nas telas e o choro do garotinho na capa do Jornal! Daí por diante, as tevês foram evoluindo... E o nosso futebol, fora da final! Em oitenta e seis, o Brasil perdeu outra vez. E foi da França, sem saber que viraria freguês!
Já em noventa, as tevês de tubo começaram a afinar e o futebol do Brasil, definhar...  Lazarone foi de amargar! Mas em noventa e quatro, com Parreira e os baixinhos Bebeto e Romário, o Brasil e as tevês ganharam mais poder de resolução! Brasil Tetra campeão! E som estéreo, pra gritar gooool!
A copa de noventa e oito assisti numa tevê de vinte e nove polegadas! Vi um Zidane, gigante, acabar com a nossa mascarada. Já, em dois mil e dois, minha primeira tevê plana, ligada de madrugada!  E os três erres em grande jornada... Era o penta que chegava!
De lá pra cá as tevês se modernizaram. Aumentaram de tamanho e de preço. Agora é  Led, 4K,  Smart tevê...  E o futebol arte do Brasil? Mudou pro outro continente! O craque agora tem chuteira e cabelo diferentes. Joga bem longe da gente.
E até o Tite, o Jairzinho, o Parreira e o Rivelino mandam recado. Não basta torcer pro Brasil, tem que gastar um bocado! Tem que ter a tevê de cinquenta, sessenta, oitenta polegadas!
E o tamanho do nosso futebol?  Depois dos sete a um... Melhor não comparar! Em tempos de Neymar... Não é mais tamanho de jogador. É tamanho de Superstar!
 
 
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

A ESCOLHA DOS IRMÃOS...

 
A cachorra era branca. Mas quase nunca estava assim.
Andava sempre cinzenta, da poeira e da fuligem que se depositavam no quintal. Naquela época, não havia pet shop e banho de cachorro era no tanque mesmo. Com direito a água fria e um bom sabão...  
Antes de terminar, ela pulava, magricela e ensopada, escapando de nossas mãos! Chacoalhava os pelos por todo o quintal. E depois, rolava no chão, feito um cão vagabundo...
Era a nossa Sissi. Uma lulu quase toda branca e com um olho preto. Lembro do dia que ela fugiu de casa. Talvez por rebeldia, para curtir a liberdade. Ou, mais provável, aquele impulso instintivo da maternidade, que já latia...  
Eu e meu irmão passamos dias em desespero até que depois de exatos sete dias, ela entrou correndo pelo quintal abanando o seu rabo feliz e felpudo. Voltou! Agora, cinza chumbo... E prenha!
Depois de algum tempo, nasceram Brisa e Brasa! Um era preto com focinho branco e o outro todo branco. Lindos bebês alegres e chorões derrubando tudo por onde passavam. Era comida, potinho, latinha... e xixi por toda a casa!
Passada aquela euforia, e no auge da nossa alegria, o poder materno decretou a sentença - Não dá para ficar com os três! Vocês terão que escolher...
E a escolha é sempre terrível. Vem com culpa e sofrimento. Escolher um, é deixar o outro. É comparar amor. Jamais saber o que teria acontecido, se a outra opção tivesse escolhido! A escolha corrói. E como dói... Ainda mais, para dois irmãos pequeninos.
Naquele angustiante momento, já em prantos e desespero, eu falei baixinho - Brisa! Meu irmão, rápido e esperto, gritou - Brasa! E minha mãe retrucou - Não é essa a escolha. Ou ficamos com os filhotes, ou com a cachorra!
Sorrimos aliviados, abraçando fortemente a doce Sissi que sacudia o rabo alegremente em nossos braços! Quanto aos filhotes, doamos os dois para a vizinha do lado. Todos os dias, a família se reunia. A mãe, os filhotes e os dois irmãos... 
Crianças pequenas, encontram grandes soluções!   
 
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

O SUJEITO DO ORELHÃO...

 
Todo dia ele repete a cena. Chega na esquina. Rosto fechado. Coloca a mochila junto ao poste e liga pelo orelhão. E como fala alto! Muito alto. Todos no prédio escutam, principalmente eu, no terceiro andar, com a janela dando pra rua.
Na primeira vez que ouvi o sujeito, ele discutia fortemente com o patrão. Tinha um dinheiro pra receber e parece que a coisa estava difícil. No fim da conversa, declarou que a situação ia ficar preta, e ameaçou- o duramente, caso o tal dinheiro não chegasse a tempo. Só aliviei quando ele bateu o telefone, pegou a mochila junto ao poste e partiu.
Passados mais uns dias e ouvi a voz do tal homem. Agora falava com a filha. Dizia: eu sei, eu sei, mas não vai dar. Não posso este mês. Tenho umas coisas pra resolver. Mês que vem eu vou tentar. Não chora não. Um beijo do pai. Mais uma vez, vi o homem deixar o orelhão, pegar a mochila e partir...
Na semana passada foi mais engraçado, ele ligou para o delegado. E dava grandes broncas. Dizia que estava sendo prejudicado e que assim não era possível! Pedia ajuda ao delegado, senão o caldo iria engrossar...
Nesse dia, eu estava saindo do prédio e perto da guarita sorri para o meu porteiro que vendo o homem já ao longe, emendou: esse aí é o maluco do orelhão! Vem todo dia aqui. Todo mundo já conhece o coitado! Fala com a filha , com a mulher, pede dinheiro emprestado ,e hoje deu bronca no delegado... Imagina se fosse de verdade!
Sorri levemente e fui seguindo pela rua, achando mais do que graça, uma certa tristeza e consternação. Quem sabe, o maluco do orelhão tenha encontrado o único jeito de fugir da solidão!
 
 

 
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

VENCEU!

 
                                                    Foto: Netmadeira
Tem um bonde que passa no Centro turístico da cidade. No último passeio, pude ver com tempo e detalhes vivíssimos, as velhas casas e armazéns do século passado.
Paredes fortes e espessas. Algumas frontarias, azulejadas. Mas muitos deles, abandonados. Quase desabando. Restando apenas vestígios de que já foram. Pedaços de parede ou parte do telhado.
Em quase todos, no entanto, mudas de plantas saltavam do concreto. Surgiam das entranhas. Vivas e verdes. Raízes que romperam estruturas rígidas e pelas frestas se embrenharam até despontarem para a luz. Até mesmo nas ruas de trilhos, no vão dos velhos paralelepípedos, restavam, heróicas, as vívidas plantinhas, erguendo-se  do chão.
Lembrei da minha lágrima de cristo... Eu havia tentado, por diversas vezes, plantar a trepadeira no canteiro da casa ajardinada onde morava. Nenhuma delas vingou. A tumbérgia não resistiu. Tão pouco o sapatinho de judia. Até o resistente maracujá, cresceu, deu dois frutos e secou.
Mas foi num dia inesperado, num pequeno buraquinho entre o cimento e a madeira da pilastra que erguia o alpendre, que ela surgiu... Veio como um broto pontudo, despontando. Depois, uma folhinha. Desenrolou e se abriu. Em poucos dias, várias florzinhas brancas, de pistilo vermelho já se enroscavam no telhado, dando cor e vida à cinzenta arquitetura.
De onde veio aquela lágrima? Silenciosa e persistente... Como conseguiu vencer? De certo, as plantas são mais fortes que a gente. Pequenas barreiras já nos fazem voltar. Elas, não. Suas raízes fortes caminham devagar. Rasteiam, volteiam e se embrenham. É a força da vida. Que fura o concreto. Rompe o asfalto. E, maravilhosamente, vence! É a vida, rosa viva, que vence!
E foi ali, naquele buraquinho do canteiro, que surgiu e cresceu, exuberante, a minha lágrima de Cristo. Bela. Singela. Regada e nutrida com tudo que precisava. A lágrima, de Cristo. E o sal, da terra.
                 
 
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quarta-feira, 16 de maio de 2018

NUM PISCAR DE OLHOS

 
                         

Foi numa quinta, de manhã. Na hora de ler a minha receita preferida. A página, toda amarrotada. Algumas marcas de gordura vegetal e chocolate.  Era, com certeza, a mais manuseada do caderninho guardado a sete chaves na gaveta da cozinha.
Olhei bem firme para aquela página e todas as letrinhas, sem exceção, tal qual  os ingredientes do desejado bolo, haviam se misturado! O texto todo, repleto de medidas, itens e saborosos parágrafos, tinha se transformado num único bloco. Nebuloso e compacto. Ilegível. Texto chinês!
Esfreguei os olhos e afastei a mão que segurava o papel. Afastei mais. E mais. Fui perto da janela. Por fim, a constatação: não conseguia ler. De um dia pra outro. Num piscar de olhos! Eu não podia mais enxergar as letrinhas e coisinhas miúdas. E elas são tantas... Nos rótulos. Nas bulas. Nos boletos a pagar.
O oftalmologista disse que é assim mesmo. Um grauzinho por ano depois dos quarenta. Ele estava certo. Meu olho esquerdo já passou dos três. A coisa é rápida! Mas o que significa rápido mesmo? Relativo, responderia aquele cientista judeu alemão, mostrando a língua...  
Por trás de cada mudança, certamente um processo interno e particular de perdas e transformações já engatinha. Muitas vezes, silencioso e invisível. Porém contínuo. Implacável.
Nascemos, crescemos, casamos, criamos filhos. Erramos, acertamos, escolhemos. Seguimos caminhos tortos, retornamos, recomeçamos... E assim seguimos,  muitas vezes cambaleantes e exaustos. Por décadas e décadas.
Num belo dia, a gente amarela. Amadurece. Igual fruta. E cai. É o ponto xis. O piscar de olhos! E então nos percebemos velhos. Mais feios. Mais arqueados. Mais experientes. E sábios, talvez. Porém ingênuos. Acreditamos que tudo foi... num piscar de olhos!!!
Ah vai...
 
 
foto: cromossomosblog 
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quarta-feira, 9 de maio de 2018

O DONO DO FACÃO...

 
Eu tinha muito medo do Seo Abel. Era o caseiro do sítio. Magro, um metro e noventa. Olhos fundos. A pele enrugada e castigada de sol. Dizia poucas palavras: Pode deixar. Não dá, não senhor. Amanhã vejo isso! Fumava muito e andava sempre com um facão afiado na cintura, cortando lenha, mato, ou o que aparecesse de ruim.
Diziam na redondeza, que desse jeito, já tinha dado fim em um bandido lá pelos lados de Goiás. Eu tinha muito medo do Seo Abel... 
De tarde era tranquilo passear pelas cercanias. O sítio tinha três saídas. De um lado, o grotão, com um olho d’água e grandes árvores que fechavam a paisagem e davam aspecto de mata densa e sombria. Havia uma ponte de eucalipto para atravessar. Mas eu não me atrevia. Eu tinha muito medo de encontrar o Seo Abel...
Do outro lado, um caminho suave que cruzava a pequena horta e ia dar no lago. E por fim, a saída principal, passando pela casa do caseiro, frente a um pequeno poste de luz amarela e uma constante fumaça que saia da chaminé...
Naquela noite a lua estava cheia e eu queria ver seu reflexo nas águas serenas do lago. Sai caminhando pela horta, acompanhada de poéticos pensamentos, mas com o desconforto de quem poderia estar sendo vigiada.
Passei pelo milharal. Olhei para o lado. Para o outro. Dei dois passos para trás. Então, esbarro numa camisa xadrez, mangas largas, que parecem me abraçar.
Sem raciocínio algum, começo a correr desesperada, sem perceber a saia rodada, os cabelos de milho e a cara de abóbora, mal feita, da pobre espantalho!
Seguindo em disparada pelo lado contrário, grito em alto e bom som, contra todos os preconceitos:  Seo Abel me ajuda! Seo Abel me ajuda!
E o homem rude e de facão na cintura, em frente ao poste de luzinha amarela, lá de longe, abriu seus braços, pra me proteger. 
 
 
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