Meu passatempo preferido é andar pelas ruas da vizinhança observando as árvores que interagem na paisagem. Sempre há uma surpresinha aqui e ali. Uma flor que eu não conhecia. Uma orquídea nova florescendo e sorrindo. Uma ou outra pitanga no alto que nenhum atrevido conseguiu pegar de assalto.
Sofri ao ver o velho e enorme chapéu de sol, vítima de uma poda desastrosa, se transformar num tronco sem vida. Olhei o tronco com dor, lembrando da sua copa aberta e generosa, alegre e espraiada, agora um pedaço de tronco torto e mais nada.
E veio a inesperado: o tronco pelado estava florido! Enfeitado de branco, com pétalas grandes encravadas. Pareciam rosas grudadas.
Fui me aproximando tentando entender a visão surpreendente. Não achei brotos nem flores, apenas cogumelos estranhos à minha frente.
Os cogumelos tem aura de mistério e magia. Estão nas lendas e fantasias. Aparecem em bosques úmidos e sombrios. Alguns são venenosos como os mais famosos de chapeuzinho vermelho e pintas brancas. Conhecido como Amanita ou Cogumelo do Papai Noel. Por conta da sua ingestão, os nórdicos talvez vissem renas e trenós voando no céu...
Deixei de onda os alucinógenos e fui procurar os tais cogumelos brancos entre as centenas de tipos e diferentes formas. Queria saber o que enfeitava o tronco oco do antigo e exuberante chapéu de sol. Encontrei vários, muito bonitos de se ver. Várias cores e padrões. Alguns bons de comer.
O orelha de pau foi o que mais se aproximou. Não sei se é ele o cogumelo que nasceu no tronco seco entre as rachaduras. Mas me encantou a ideia de ser uma orelha dura.
Continuo andando pelas ruas olhando as árvores. Sentindo a dor do corte e da morte de algumas.
O sol continuará firme e forte brilhando além das tragédias provocadas pelo homem. E depois das chuvas, alguns cogumelos nos darão a breve e fugaz sensação florida de vida e de cores.
Não foi alucinação. Olhei cogumelos...
e vi flores!
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VEM AÍ...
NOVIDADES INESPLICANDO!
AGUARDEM...

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