Ele tropeçava e comia as palavras, tamanha a euforia quando o seu assunto preferido entrava em ação. Os super-heróis!
Naquela semana ele era o Capitão América. Com direito a capa e um escudo com estrela azul e vermelha.
Corria feito um corisco do quarto pra sala criando falas e aparando lanças imaginárias em livres movimentos de ação.
Depois perguntava: o capitão América é mais forte
que o Thor? - Não sei, Bruno, difícil dizer. Teriam de se enfrentar. O escudo do Capitão América é indestrutível e poderia proteger da clava mágica...
E o pequeno Bruno saia pensativo, refletindo e voando pelo quintal com
aquela força estranha e cheio de magia, vestido de personagens e fantasia.
No dia seguinte, a cena se repetia e ele perguntava, agora para a mãe:
No dia seguinte, a cena se repetia e ele perguntava, agora para a mãe:
- O Capitão América ganha do Homem Aranha? Pode ser que sim... mas o homem
aranha é ligeiro. Talvez escapasse pelas paredes, ileso.
Bruno concordou, mas entristeceu.
Largou o escudo no armário e no dia seguinte, com um "esse" no peito, anunciou satisfeito: - Eu sou o Super-homem! Aposto que ele vence o Thor, o Homem
Aranha, o Batman e todos os heróis ao mesmo tempo. Não tem ninguém com mais poderes que ele, tem?
- Deus! O pai respondeu. E Bruno surpreso... O que ele usa? - Ele é invisível. Ele tem super poderes? - Ele faz milagres, sempre.
Os olhos do Bruno se
acenderam, iluminando seu rosto puro e agora, mais sereno.
Na manhã seguinte entrou na cozinha para o café em família. Sem capa, sem espada. Sem escudo, sem nada.
Hoje não tem fantasia? Nem uma pergunta sobre os super-amiguinhos
seus?
-Não! De hoje em diante... eu sou
Deus!
* * *
VEM NOVIDADE POR AÍ;;;
NO MUNDO INESPLICANDO!
AGUARDE!

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