Ás vezes em silêncio, no meio de um falatório
intenso, eu estava só em meu pensamento. Voava livre em ideias sem discernimento.
A mente, sem manual, não distingue a ilusão do real. Está em
nós a condução. Nos sentirmos sós ou não.
Quantas vezes num fim
de semana, dentro do vestido mais lindo, eu tinha a alma inteira se despindo. O universo girando e eu mirando o chão, alheia à imensidão.
Pensamento é coisa sem certeza, sem tamanho. Atravessa cidades, oceanos. Feito um desejo imenso extravasando. Não se segura a revoada de pássaros no alto voando.
Naquela rua solitária e fria, contraditória eu sorria. Lembrando de amores e fantasias. Eu cantava uma melodia, lembrava uma poesia. Não era fuga ou utopia. Eu pensava e minha alma sentia.
E no duro isolamento da pandemia, na cela pequena do meu aposento eu só tinha o meu pensamento. Avançava no futuro em saltos estelares. Mergulhava em redemoinho nos profundos mares. Voltava à casa da infância e dos lúdicos brinquedos. Ia até à lua e lhe dava um beijo.
No meu quarto fechado, meu pensamento é libertário. É leve. É livre. Ninguém detém. Ele vai aonde bem entender.
Continuo dentro de casa. E voando, fico bem!
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