quarta-feira, 8 de março de 2017

IGUAIS SERES

 
       Elas...
       Milhares delas!
       Às vezes, calam-se nos cantos, em diferentes prantos.
       São violetas, margaridas, hortências
       E sofrem violências,
       em palavras, atos e crenças
 
       Às vezes fragilizadas.
       Sem voz, nem canto,
       nem fala.
       Sem quase nada.
       O coração se cala,
       como burca na alma!
 
       Cortes machucam
       Lágrimas não caem.
       Secas e mudas,
       Mulheres-flores murcham,
       sós,
       em busca de água e voz!
       Lamento de tantas gerações.
       Carregam filhos, não opiniões.
 
       Mulheres na África, América e Àsia...
       Negras, pardas,
       brancas pálidas
       Trabalham na puberdade
       Trabalham na longa idade
       Ganham pela metade!
 
       Mulheres no Japão, Brasil, Afeganistão...
       Mulheres no oriente e no ocidente
       Tão diferentes!
       E tão iguais...
       Na dor
       e diferentes formas de amor...
 
        Velhas ou moças,
        pequenas e puras
        fêmeas maduras...
        São meninas com suas sinas..
        São Marias
        são Malalas
        são crianças!
        E carregam no ventre a esperança
        de sermos todos
        complemento...
       
        Homens, mulheres
        Mulheres, homens
        Diversidade de gêneros!
 
        Massa moldada
        da mesma fornada.
        Arquitetada, igualmente...
        pelo Universo-Deus!
        Iguais seres
        Divinos
        Corações e mentes!
 
 
 *                       *                        *                        *                        *                       *
 
 
 

2 comentários:

  1. Linda homenagem, vinda de uma mulher, tão sensível, tão capaz de captar as profundezas de ser mulher.
    Inês Bari

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